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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Pré-Soneto

Eu cantarei de amor tão docemente
Esses momentos passados assim
Entre murmúrios e carinhos teus
Histórias de tempos antes de nós.

Ficar contigo nessa eternidade
Nos sonhos perfeitos cheios de amor,
Nas feridas cobertas sem pensar,
Pedindo sempre mais e mais amor.

Mas o tempo dos tempos chega ao fim
Fica o recordar a bater em mim
Desse coração que por ti perdi.

E pelas manhãs logo ao acordar
Os olhos abrem-se p’ra luz dum dia
Em que tu vais, talvez, p’ra mim voltar.

Joana Correia

TPC reformulado ou tentativa de poema em forma de soneto

Eu cantarei de amor tão docemente
A meiguice refugiada sobre
Narizes húmidos e inconscientes,
Dos que “sentem só o que sentem”.

Na soma da conta que algum deus fez
Se acomodam cada um num meu canto,
A irrequietude abraçando os meus pés
E a altivez repartida pelos braços:

A rainha dos telhados do bairro,
O amigo de sempre e de todos
E a nuvem com patas de algodão.

E porque não hei de cantar de amor
Aqueles três que no final do dia
Me aconchegam sem nada pedir?
Rita Himmel